A Nat foi uma das primeiras blogueiras a ler Alriet. Eu não me lembro como ela me abordou exatamente, acho que tinha a ver com a capa do livro (e quando não tem, né?). Então enquanto ela lia, nós conversávamos no facebook. No final da leitura, a reação dela foi a mais impressionante: ela ficou com uma ressaca literária de Alriet. Nunca, em toda a minha vida, imaginei que alguém pudesse dizer isso de um livro meu. Foi uma sensação incrível. Vejam a resenha:

“Eu li esse livro a aproximadamente dois meses e entrei em uma profunda ressaca literária que só me permitiu agora, sentar a bundinha na cadeira e tentar escrever o mínimo do quanto esse livro tocou um buraco do meu coração que eu não sabia da existência.

Alecsander, um rapaz tímido que tem dificuldades em se aproximar de garotas. Harriet, uma garota destemida, alegre e nem um pouco tímida, mas muito desastrada e solitária, pois praticamente passou toda a infância viajando.
Um encontro inesperado se transformou em uma grande amizade que já dura há anos. São confidentes e o suporte quando um deles cai. Praticamente não vivem um sem o outro. Sempre encontram uma maneira de manter contato. Seja por e-mail, mensagens e telefonemas. O importante é a amizade nunca desaparecer.

Até que, algo completamente extraordinário acontece, após 6 anos de amizade, o amor chacoalha a estabilidade que eles têm, precisam decidir se querem vivê-lo e correr o risco de destruir tudo o que construíram juntos durante todo esse tempo. Ou esconder o que sentem um pelo outro para não correr o risco de perder o que demoraram para conseguir, a amizade.

A sinopse é bem auto-explicativa né? Se trata de um menino tímido que por acidente conhece uma menina que também é tímida, só que por causa da timidez ou só porque ele não tá afim, ele ignora a menina e não quer ser amigo dela de jeito nenhum, ela começa a seguí-lo e meio que compra a amizade dele com livros, quem nunca fez isso, não é mesmo? OK, eles se tornam amigos e a amizade vai se fortalecendo até o momento em que se tornam inseparáveis e o ponto de apoio um do outro.

Poderia passar a resenha toda falando sobre a amizade e o que aconteceu na vida deles? Poderia, mas simplesmente não quero, quero focar em outras coisas que o livro tem pra mostrar.

Tanto o Alec quanto a Harriet possuem uma coisa que eu não sei descrever e nem nomear, talvez eu posso chamar de sensibilidade, mas talvez seja uma coisa maior que isso; eles foram construídos de um jeito que te faz parar e pensar eita cuzão, eu sou assim, estou me vendo no espelho e não sei se isso é bom. Bem, pelo menos comigo foi assim, e foi terrível por que eu estava de TPM e não conseguia parar de ler esse livro, consequentemente chorei cachoeiras enormes, tudo por causa do Alec. Sim. Tudo. O. Que. Acontece. É. Culpa. Do. Alec, cabe a você descobrir se são coisas boas ou não.

Houve momentos em que duvidei do amor e também duvidei da amizade, mas no final toda a fé foi restabelecida, então pra você, que chegou até aqui com a intenção de ler esse livro futuramente, eu tenho um pedido: quando as coisas apertarem, quando parecer que não tem solução ou que tudo tá ruindo e você está de mãos atadas, por favor, continue lá, se você perceber uma fagulhazinha de esperança, assopre até que ela se torne algo grande, como essa história.

Resumidamente, porque já não sei o que falar sobre esse livro, deixar o Alec me conquistar e acompanhar todas as loucuras que ele fez pra conquistar a Harriet, foi uma das melhores coisas que eu fiz, quando eu mesma queria desistir.

Cheguei a conclusão de que mesmo conseguindo ler outros livros, ainda não me curei da ressaca e talvez não me cure tão cedo, porque o que esse livro me ensinou eu quero guardar por muito tempo”

Veja Mais resenhas no site Morando Em Pasárgada.

1ª resenha de Alriet, por Nátalia Fernandes, do Morando Em Pasárgada
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